O lado oculto do CGA

Confesso que por muitos anos nutri um ódio / desprezo especial pelo velho CGA do PC.
Para quem nunca ouviu falar, nos idos dos 80 (no Brasil 90 graças à reserva de mercado) os PCs tinham uma placa de vídeo chamada CGA que possuía incríveis 16Kb de memória.

O pior de tudo é que enquanto os micros concorrentes da época tinham em média 16 cores simultâneas na tela em modo gráfico, o CGA só permitia parcas 4 cores.
Além disso eram cores com paletas bizarras como Ciano, Magenta, Branco e Preto (ótimo para jogos com temática relativa a hematomas) mas péssimo para todo o resto :)

Entretanto havia um recurso pouco conhecido entre nós brasileiros e nossos monitores monocromáticos em verde & preto: um hack do CGA permitia 16 cores simultâneas em modo gráfico chamadas de Artifact Colors (na verdade isto era um defeito de projeto que foi usado para conseguir um efeito especial).

Entretanto este efeito só podia ser conseguido em monitores de vídeo composto.

Se você gosta de nostalgia e quer experimentar o CGA em vídeo composto seus problemas acabaram!

Baixe agora mesmo o DOSBOX, configure o arquivo dosbox.conf para CGA e rode o jogo King´s Quest I (ou outro que suporta o recurso) e boa diversão!

Chrome – o browser do Google

o logo é uma mistura de poke-bola com Genius, jogo eletrônico dos anos 80 :D

o logotipo é uma mistura de poke-bola com Genius :D

Continuando sua trajetória de dominação mundial  o Google lançou hoje o seu próprio navegador web, intitulado Chrome. Entre as vantagens anunciadas estão mais segurança, maior velocidade e melhor gerenciamento de memória.

No Chrome as abas passam a ser o elemento principal da interface e estão no topo da página, acima inclusive da barra de endereço. O visual é bem limpo, com (poucos) ícones bem discretos, usando apenas tons de azul. Tudo isso valoriza a área útil do browser. Links com target=”_blank” abrem em uma nova aba, ao invés de abrir uma nova janela do browser. Perfeito pra mim, que já uso o Firefox configurado assim.

Aliás, quem é usuário do Firefox vai achar tudo muito intuitivo, pois o Chrome aproveita muitas idéias do navegador da Mozilla, incluindo as teclas de atalho que já estamos acostumados a usar. A importação de dados manteve minhas buscas rápidas por palavra-chave e minha barra de favoritos, exceto pelos feeds RSS :(

É possível notar a agilidade do Chrome já ao executar o programa, que abre quase instantaneamente. Quanto ao consumo de memória porém, num rápido teste que fiz, ele usou cerca de 50% a mais de memória do que o Firefox, com as mesmas páginas abertas. O pessoal do Google alega, entretanto, que o Chrome seria mais eficiente para liberar e reutilizar a memória.

Voltando aos feeds RSS, realmente estranhei a falta de suporte nativo do Chrome. Os feeds que eu tinha na barra de favoritos simplesmente sumiram, e ao tentar abrir páginas em XML o texto fica todo desformatado. Outras pequenas reclamações seriam pela falta de mais opções de configuração, como especificar o diretório e o tamanho máximo da cache, por exemplo. E a falta de scroll na barra das abas – com muitas abas abertas os títulos ficam muito truncados, o que dificulta a localização da aba desejada.

Mas sem dúvida o Chrome promete. Agora vou colocá-lo como navegador padrão pra fazer um test-drive mais intensivo por alguns dias. Conheça mais sobre o Chrome, e baixe a sua cópia, nos links abaixo.

Download do Chrome
Chrome em quadrinhos (em inglês), mostrando as principais características do browser